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Logística urbana

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As diretivas do Estatuto da Metrópole abrem oportunidade única para modernizar a logística urbana e reduzir o seu elevado custo, nas grandes cidades brasileiras.

 

Essa importante função engloba as atividades de transporte e distribuição e coleta de cargas nas cidades, ensejando o abastecimento das mercadorias e encomendas necessárias à vida das pessoas ou indústrias e o escoamento de sua produção e do lixo. No mais das vezes, os bens são veiculados sob a forma de carga geral, havendo poucos fluxos de graneis. A logística urbana tem impactos significativos no trânsito, pois os caminhões trafegam em ruas e avenidas já sobrecarregadas com a circulação de automóveis, motocicletas, bicicletas e pedestres.

 

Em geral as mercadorias que se dirigem às cidades vêm de origens remotas, trazidas por caminhões, sendo encaminhadas para centros de distribuição (CDs) das empresas, fora do perímetro urbano. Nesses locais as cargas são estocadas e preparadas para distribuição, mediante o reagrupamento dos produtos e o acondicionamento para a entrega, procurando-se otimizar as rotas a serem percorridas na cidade. A partir dos CDs a entrega é feita por caminhões de menor porte. Em várias metrópoles a regulamentação de trânsito estabelece horários limitados para o transporte de cargas urbanas. Essas providências buscam evitar maiores pressões de tráfego nas horas de pico da circulação.

 

Tais cuidados minoram mas não impedem os congestionamentos, que cada vez se tornam mais insuportáveis. Eles trazem enormes prejuizos, sob a forma de perda de tempo útil das pessoas e atrasos e imprevisibilidade na entrega e coleta de cargas. O problema tende a se agravar com o e-comércio e a diminuição do tamanho médio das encomendas. Por esses motivos o custo é elevado. Estudos realizados avaliaram que embora o trajeto urbano – a chamada “última milha” – seja mínimo na extensão total percorrida pelas mercadorias desde a fábrica, seu custo representa quase 30% do custo total do transporte!

 

As ruas e avenidas (aquilo que os especialistas chamam de sistema viário) estão dentre os ativos operacionais mais importantes da logística urbana, mas não são totalmente explorados. De dia as ruas estão atravancadas, de noite estão às moscas. Aparentemente, operar a logística urbana à noite, com os necessários cuidados para controlar ruidos, seria uma solução para melhorar o desempenho e diminuir o custo logístico. Isso entretanto não é possível porque os destinatários das mercadorias não têm, salvo poucas exceções, condições para recebê-las nesse período.

 

Esse quadro tem levado planejadores e operadores a propor uma reestruturação do complexo logístico urbano, mediante a criação de uma rede de plataformas logísticas dentro da cidade, cada uma atendendo aos bairros que a circundam, com funcionamento 24x7. Idealmente essas plataformas seriam abastecidas tanto por caminhão como por ferrovia. Em qualquer hipótese poderiam receber cargas também à noite e a distribuição se faria a partir das mesmas, de dia, com itinerários comparativamente curtos. Quando se avaliam os prós e contras dessa proposta, fica patente nos estudos a promessa de saldo positivo.

 

Essa solução exige que as transferências de carga entre modos (ferrovia, rodovia, etc) ou em um mesmo modo – intermodais ou intramodais – nas plataformas logísticas sejam altamente eficientes, o que configura mais um desafio a ser enfrentado e superado.

 

A discussão do tema da logística urbana e da dificuldade de colocar em marcha a reestruturação merece aprofundamento e voltará a ser focalizado dentro em breve, com mais detalhe, na seção “Pensamentos ... em Ação”. Pretende-se assim contribuir para as decisões que nortearão a aplicação do Estatuto da Metrópole nas grandes cidades brasileiras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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