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Nosso país brilha no Relatório Mundial da Felicidade (RMF)

March 26, 2016

Acaba de sair a atualização de 2016 do RMF (2016 Update), importante e interessante trabalho que é coordenado por três renomados cientistas sociais:

  • John Helliwell, professor emérito da Universidade de British Columbia (Canadá),

  • Richard Layard, diretor do Programa de Wellbeing, do Center for Economic Performance da London School of Economics e

  • Jeffrey Sachs, diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia e assessor especial do Secretário Geral da ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável aprovados pela Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2015.

Grandes especialistas de vários campos – economia, psicologia, análise de pesquisas de campo, estatística, saúde, política pública e outros – somaram esforços com os coordenadores para mostrar como medições de bem-estar podem ser usadas com efetividade para avaliar o progresso das nações. Os relatórios RMF são periódicos. Revisam o estado de felicidade no mundo atual e descortinam uma nova ciência, que explica as variações pessoais e nacionais de felicidade. Procuram assim responder a uma demanda mundial contemporânea, que reclama mais atenção para a felicidade como critério para formulação de políticas públicas.  

 

O primeiro relatório RMF foi publicado em 2012, o segundo em 2013, o terceiro em 2015, sendo agora apresentada a Atualização 2016, que abrange o período 2013-2015. A Atualização apresenta os resultados obtidos em 157 países.

 

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Como exposto pelos autores, os dados primários são originários da Pesquisa Mundial Gallup, que levanta dados sobre atitudes e comportamentos de residentes em mais de 160 países. São realizados a cada ano ou biênio cerca de 1.000 entrevistas por país, formando amostras representivas.

 

A partir dessa informação os cientistas do bem estar, que criaram a metodologia para avaliar a felicidade, tratam os dados, realizam as análises, deduzem gráficos e tabelas comparando o desempenho dos países e finalmente produzem o RMF. O principal critério para classificar os países advém das respostas dadas quando se pergunta aos entrevistados qual a avaliação ampla que cada um faz da sua própria vida. É a chamada escada de Cantril. O Gallup pede ao entrevistado que pense em uma escada com dez degraus, sendo a melhor vida possível (para ele) representada pelo décimo degrau e a pior, zero, ou seja, pelo piso. Solicita em seguida que ele avalie em que degrau se situa.

 

O RMF, usando um modelo especialmente construído, correlaciona a nota síntese de cada país, quanto a essa questão chave, com a contribuição estimativa para o bem estar oriunda de seis fatores, a saber: nível de renda (em termos de Purchasing Power Parity PPP, fonte Banco Mundial), expectativa de vida ao nascer (fonte OMS), generosidade, suporte social, liberdade de escolhas e corrupção (fonte Gallup para os quatro últimos). Para normalizar os dados dessas contribuições e trabalhar com valores sempre positivos é criada uma referência designada por Dystopia[1]. Ela representaria um país hipotético que tem as contribuições de menor valor em cada fator, no universo dos 157 paises.

 

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Como pode ser visto abaixo, o Brasil ocupa a posição 17 em um “ranking” de 157 países

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Fonte: http://worldhappiness.report/

 

Contrariando o que seria a expectativa, sobretudo dos pessimistas, verifica-se que o nosso país está muito bem posicionado, segundo seus habitantes, quanto à avaliação da felicidade. Vale notar que a Atualização baseia-se nas medições de três anos (13/14/15), ou seja, não mede a situação nos dias de hoje, março de 2016. Vivemos dias em que, conjunturalmente, o despertar de intensas emoções e os entrechoques políticos dificultariam avaliações equilibradas por parte de pessoas que viessem a ser entrevistadas. De todo modo essa questão vai merecer reflexões mais demoradas.

 

O RMF realiza outras análises, examinando a variação do indicador de felicidade no período entre 2013 e 2015, a desigualdade da felicidade em um mesmo país e também a sua variação entre 2013 e 2015.

 

Voltaremos a esse assunto proximamente, criando uma página específica na seção “Pensamentos…em marcha”. Por enquanto, para os que desejarem mais informações de natureza conceitual, já adicionamos uma página nessa seção, com material escrito pelos coordenadores, versão em português. 

 

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[1]          A corrupção obviamente tem sinal negativo. Ao cotejar esse indicador em cada país face à Dystopia, referência que apresenta a pior cifra em todos os quesitos, o valor resultante para o país, que alimenta o modelo, é a diferença não negativa [(indicador país) menos (indicador Dystopia)] ou seja, mede-se o quanto o país tem menos corrupção do que a referência. Por esse motivo a contribuição desse quesito, em cada país, representada por sua extensão no gráfico, é tanto maior quanto menor a corrupção.

 

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Mario Eduardo Garcia   --     m.e.garcia@uol.com.br

Reflexões sobre políticas públicas, mobilidade e logística