
Mario Eduardo Garcia
Reflexões sobre politicas públicas, mobilidade e logística
A eleição de 2026 precisa ser uma revolução

Há um cansaço que corrói o Brasil e São Paulo. Não é só o exaustivo dia no transporte superlotado, perto de rios mortos, e o retorno a bairros sem infraestrutura e segurança. É o cansaço da alma, ao ver a política quase toda reduzida a um circo de agressões e sordidez, que prende a vida real numa engrenagem cruel.
Disso resultam campanhas com grande parte do eleitorado apática, fazendo as suas opções com profundo desânimo – perigoso estado emocional, ao decidir o futuro do país. É um cenário desolador. Para superá-lo, precisamos de uma eleição autêntica, fundada no confronto de princípios e na sua consequência natural: a escolha dos nomes.
Vamos reconhecer os avanços recentes: a saída do mapa da fome, o desemprego em baixas históricas e a inflação sob controle. A força do SUS, a redução do desmatamento e a retomada e ampliação do programa da habitação popular. É suficiente? Claro que não.
Uma nova etapa é necessária, para impedir o giro ao passado e para ampliar as conquistas. Programas novos, adequados à nova realidade tecnológica, climática, laboral, demográfica e de financiamento. Educação como política de Estado, igualdade de oportunidades, eficiência econômica e garantia de transparência das instituições. Tudo acordado como um genuíno contrato social, democrático e renovado.
Isso não virá por decreto. Virá de baixo para cima, na eleição, para concluir o desmonte do cativeiro concentrador de renda e trazer para o centro das decisões quem trabalha na fábrica, no aplicativo de entrega, no pequeno comércio, na escola – docentes terão o prestígio social que precisam e merecem –, na empresa consciente, no sindicato sem paternalismos. Que estarão presentes à mesa onde um orçamento proficiente detalhará os rumos, dela já eleitoralmente banido o contingente só apoiado no poder financeiro.
Não percamos tempo com a inépcia ideológica do "tamanho" do Estado. Completar a tarefa exige dois motores: a eficiência do mercado para gerar riqueza e a força indeclinável do Estado para garantir equidade. Um Estado ágil para destravar a produção, promover o serviço público responsável e ser implacável na proteção dos vulneráveis.
A hora é agora. Lula, Alkmin e Haddad são os candidatos progressistas, próximos desse ideário. No Brasil e em São Paulo, eles já produziram muito em sua trajetória pública. E serão o antídoto contra o retrocesso. Reflita. SEU VOTO É DECISIVO.
Mario Eduardo Garcia, engenheiro. Helio Costa, bacharel em ciências econômicas